O que trazemos em nossas memórias, em nosso coração?
Tudo o que vivemos deixa marcas em nossa história.
As pessoas, os sentimentos, as coisas. Sim! O material também.
Quem não se lembra daquele brinquedo da infância, tão amado, todas as brincadeiras e momentos felizes?
Às vezes, é um objeto de família: era de alguém especial, que passou para você e ainda tem um significado importante.
Pois é sobre isso que vamos falar hoje: a decoração com objetos lúdicos, ou que impactam em nossa memória afetiva.
Tipos de objetos e como tudo começou
Eu sempre fui uma grande colecionadora.
Acho que tudo começou com os gibis da Turma da Mônica. Depois, os álbuns de figurinhas. Aí as moedas antigas, que ganhei da família. Chaveiros. Revistas de Rock. Cds. Livros de Literatura, depois de Arquitetura. E eu não me desfazia de muitas coisas, pelo menos, não das coleções e dos objetos antigos de família.
Então, comecei a pensar em como poder deixar certos itens expostos, mas combinando com um contexto do meu morar atual…
Mas, o que colocar?
Comecei com algo que seria não apenas afetivo esteticamente, mas funcional. O aparelho de som!
Sim… Na década de 1980, meus pais adquiriram um toca-discos que continuou na família. Foi mudando de ambiente enquanto íamos adquirindo novos que suprissem os novos formatos de mídias, até ir parar no porão…
Um dia, meu então futuro esposo, colecionador de discos de vinil (é, tinha que ser colecionador também), estava no porão com meu pai e viu aquele toca-discos… E como gostou! Meu pai deu a ele na hora, e quando casamos, veio com destaque para nossa sala.

E, sim! Nós ouvimos discos nele! E eu olho para ele, lembro da minha infância, fico nostálgica e feliz.
O sentimento que tenho quando olho para esse aparelho de som é felicidade! Música é vida, memórias fazem parte da vida.
De geração em geração…
Ainda sobre meu pai… Quando eu era criança, ganhei um cofrinho do meu pai.
Ele não era cor de rosa como os das minhas amigas. Na verdade, ele era bem diferente.
De ferro. Rústico! Mas com uma chave sensacional e servia bem para eu guardar meus bilhetinhos cheios de segredos infantis.
Meu pai contou que tinha ganhado esse cofrinho quando criança também, de seu padrinho! Aí eu gostei mais ainda, eu tinha uma relíquia!

Esse lindo cofrinho é aproximadamente da década de 1950 e tem um lugar de destaque no aparador da sala de casa. E guardamos dinheirinho nele, sim. E também muito carinho.
O sentimento que tenho ao olhar esse cofrinho é amor de família!
Da minha infância
Ah, mas houve um dia em que ganhei uma bicicleta, também dos meus pais!
Caloi Cecizinha, vermelha, um arraso! Como eu gostei dela!
Ganhei com uns 5 anos de idade e aprendi a pedalar com ela…
Era um pouco grande, então durou muitos anos! Como me trazia lembranças especiais.
Ela também acabou ficando guardada na casa dos meus pais por todos esses anos até que, um dia, tive a ideia de resgatá-la do porão e colocar em casa, em um suporte na parede da Sala…

O sentimento que eu tenho quando olho para ela é inocência. Primeira infância feliz.
Liberdade!
E você?
Já parou para pensar nos objetos, ou até mesmo móveis antigos, que estão guardados em algum porão, e que significam muito para você?
Sim, nós podemos reutilizá-los em nossa decoração atual, alinhados a um projeto moderno, inclusive!
O que você guarda e te traz boas lembranças?
Pense sobre, e me chame para conversar sobre isso!
Falando em Decoração, quer dicas para transformar um Dormitório? Acesse a matéria Soluções Simples para Dormitório.
Até mais!



